COLETA E REMESSA DE MATERIAL PARA LABORATÓRIO
Fazenda
de gado para engorda com 1300 cabeças, criadas em piquetes com pastagem natural
( Brachiaria humidicola ), cerca de 30 animais morreram e 20 apresentam alterações.
Os animais encontram-se pastando, caem apresentando convulsão e morrem. Outros
apresentam apatia, febre durante algumas horas, levando alguns animais a morte
em 24 a 72 horas em outros a morte sobrevém em 3 a 5 dias. Esses animais
apresentam febre de 41ºC, falta de apetite, meteorismo, apatia entram em
convulsão e morrem. Nos animais que morrem a temperatura continua a subir,
observa-se hemorragia pelas cavidades naturais, a rigidez cadavérica se
estabelece em aproximadamente 30 minutos e o animal apresenta os membros
esticados, inchados e com consistência crepitante.
1.
material
·
Deve ser representativo da doença, ou
seja, deve ser colhido de animais que comprovadamente exibem ou mostrem toda a
sintomatologia que foram observadas.
·
Remeter o material o mais rapidamente
possível – Quanto mais cedo esse material for mandado para laboratório, mais
cedo você tem o resultado e mais cedo começa a tratar os animais, assim como
evita que outros animais se contaminem, provocando o prejuízo econômico para o
criador.
·
Colher o material antes da putrefação
do cadáver.
·
Os frascos que vão abrigar o tecido
coletado têm que ser grandes para poder guardar a quantidade necessária de
material coletado.
·
Cortar
o fragmento com a área da lesão e uma área aparentemente normal.
·
Nunca utilizar tesouras para o corte do
material pois a tesoura ao cortar comprime o material, causando extravasamento
de líquido e comprometendo o diagnóstico do patologista.
·
Não enviar material em véspera de
feriados ou finais de semana.
·
O material a ser enviado deve ser
identificado. A identificação é um fator importante e determinante para o
processamento pelo laboratório.
·
Deve
acompanhar o material uma resenha dos sintomas clínicos. A requisição dos
exames desejados. Na requisição é importante que a espécie animal seja
informada, assim como:
Ø
Idade
Ø
Sexo
Ø
Duração
da doença
Ø
Taxa
de mortalidade
Ø
Taxa
de morbidade
Ø
Manejo
do rebanho
Ø
Tratamento
Ø
Exame
solicitado
Ø
Conservador
utilizado.
2.
Embalagem
A
embalagem tem que ser apropriada ao tipo de material que está se querendo
enviar, devido a problemas com doenças transmissíveis.
3.
Conservantes
3.1. Conservantes físicos
a. Gelo
– Conserva o material de 18 a 24 horas no inverno e de 8 a 12 horas no verão.
Deve-se evitar o contado direto do gelo com o material, pois o gelo desidrata e
provoca queimaduras no material.
Para
conservar o gelo deve-se utilizar caixas de isopor.
b.
Nitrogênio liquido – Utilizado para conservar sêmem, Eimeria, Trichomonas. O
custo de conservação em nitrogênio líquido é muito alto.
3.2. Conservantes químicos
a.
Soluções fixadoras
São
utilizadas principalmente em histologia e histopatologia. O volume da substância
fixadora deve ser dez vezes maior que o material a ser fixado.
-
Formol a 10% - É o mais utilizado ( mais comum, mais barato, mais simples ).
-
Álcool etílico – Etanol a 95º a 98º.
-
Líquido de Zenker – É geralmente utilizado em histologia.
·
Embeber o tecido no fixador por 24 horas.
·
Lavar em água corrente por 24 horas.
·
Acondicionar em frascos com álcool a
70%.
-
Solução de Bowim – É o mais utilizado em histologia. Geralmente utilizado
em histopatológico com suspeita de neoplasia.
·
Embeber o tecido no fixador por 24 horas.
·
Acondicionar em frascos com álcool a
70%.
b.
Bacteriostáticos – São substâncias que inibem a proliferação bacteriana.
São geralmente utilizados em cultura e como isolantes de vírus.
-
Glicerina pura ou a 50%
-
Líquido de Bedson
·
Misturar os componentes.
·
Ajustar o pH para 7,6.
·
Guardar em frascos cor de âmbar.
c.
Bactericidas
-
Formol: Geralmente utilizado em fezes.
-
Mertiolato 1:10000: Para soro
sanguíneo.
- Fenol a 0,5%: Para soro
sanguíneo.