DERMATITE
Reação inflamatória em que há envolvimento
vascular, celular, de permeabilidade de frente a vários tipos de agentes
agressores. É inespecífica, pois qualquer tipo de agente patológico vai
causar dermatite.
Pode envolver tanto a epiderme quanto a derme, e
pode chegar a hipoderme. As dermatites superficiais são aquelas que atingem só
a epiderme. As dermatites que abrangem epiderme, derme e hipoderme são as mais
graves, geralmente tem caráter sistêmico. Existem 2 tipos de classificação
das dermatites: A do ponto de vista clínico
e a do ponto de vista histopatológico,
e ambas dividem-se em Aguda, Sub-aguda e
Crônica, só que a histopatológica leva também em conta o aspecto microscópico
da lesão.
- AGUDA:
MACRO: Se manifesta sobre o aspecto de vesículas (intensa), pápulas, edemas,
exsudação e eritema. Ë um processo ativo, geralmente observamos um grande
avermelhamento na pele. MICRO: Se manifesta sobre a forma de esponjose com edema
intercelular, edema intracelular, a exocitose leucocítica, dilatação vascular
e céls inflamatórias perivascular (ao redor dos vasos, vamos observar uma
grande quantidade de céls que vêm do interior vascular). Do ponto de vista clínico
vamos observar uma área bastante vermelha e dolorida.
- SUB-AGUDA:
MACRO: ë muito semelhante a aguda, ainda estão presentes o edema e o
eritema, mas em menor grau que na aguda, a exsudação inflamatória, pode ou não
ter presença de crosta e vesiculação de leve a moderada. MICRO: Alterações
dérmicas e epidérmicas mais graves que a aguda. Se a dermatite é superficial,
ela vai abranger somente a epiderme, se é uma dermatite intermediária, vai
abranger epiderme e derme, então os casos de dermatite são um pouco mais avançados
que na aguda. Hiperplasia e hiperqueratose já podem estar presentes. Em relação
a hiperqueratose, observa-se em dermatites sub-agudas, pois na aguda ainda não
observamos, porque a pele apesar de alterada ainda está sofrendo o processo de
epidermopoiese e pode ser yanto orto como paraqueratótica, isto é, as céls
que estão presentes neste extrato córneo, no caso da hiperqueratose, podem
estar com o núcleo preservado ou não.
- CRÔNICA: MACRO:
Se manifesta o eritema bastante leve, descamação (perda superficial de céls
da pele), iquenificação (quando a pele se apresenta com o aumento do seu
grafismo cutâneo e distúrbios pigmentares que são sempre crônicos, porque
vai ter que haver, além do processo inflamatório já durante um certo período
de tempo, os melanócitos daquela região tem que ser hiperestimulados para que
haja uma grande quantidade de produção de melanina, e com isso vai haver uma
hiperpigmentação dessa pele.
OBS: A hiperpigmentação é e associada a
lesão de caráter crônico.
MICRO: Hiperplasia em graus variados,
hiperqueratose orto e/ou paraqueratótica, edema dérmico leve, dilatação
vascular, céls inflamatórias perivasculares.
Existe uma classificação mais específica:
- DERMATITE
PERIVASCULAR: Processo inflamatório ao redor dos vasos sanguíneos dérmicos
(dérmicos porque quem provoca a irrigação da epiderme é a derme, pois a
epiderme é avascularizada. Na dermatite perivascular pode envolver tanto a
derme superficial quanto a derme profunda, quando observamos o processo na derme
profunda, já são uns processos mais graves (sistêmicos) de se observar.
Quando estamos frente a dermatite envolvendo a derme profunda, há um
comprometimento da cadeia linfática vegetal, então das características
inflamatórias da derme, vamos observar concomitante a isso a hipertrofia dos
linfonodos daquela área. A dermatite perivascular é dividida em dermatite
perivascular sem alterações epidérmicas significativas, então há um afluxo
de céls inflamatórias ao redor dos vasos da derme, mas não são tão
significantes a ponto de identificarmos macroscopicamente, geralmente existe uma
lesão muito discreta e identificamos alterações na microscopia. Ainda na
microscopia vamos identificar 2 tipos de casos celulares, que podem ser monomorfo e polimorfo. No
monomorfo só encontramos um tipo de célula imflamatória, no polimorfo
encontramos várias linhagens. No caso de filtrado celular polimorfo podemos
encontrar ecto e endoparasitismo, urticária e no caso da celulite (é um
processo inflamatório da gordura precoce). A eusinofilia tecidual, quando
encontramos na histopatologia, chama atenção de ecto e endoparasitismo,
especialmente endoparasitismo.
- DERMATITE
DE INTERFACE: Observamos que a junção dermo-epidérmica, vai ser
obscurecida frente a degeneração hidrópica e o filtrado celular, então essa
área de junção quase não é detectada do ponto de vista histopatológico,
porque a área está com o filtrado celular acentuado e as céls que compõe
essa região estão apresentando degeneração hidrópica acentuada. Geralmente
observamos em casos de doenças
auto-imunes.
- DERMATITE
DE ESPONJOSE: É quando o processo inflamatório é caracterizado
especialmente pela esponjose (acúmulo de líquido no espaço intercelular).
Associado com a esponjose tem hiperplasia e hiperqueratose, tudo características
microscópicas.
- DERMATITE
HIPERPLÁSICA: Observa-se hiperplasia e hiperqueratose, e pode ou não estar
acompanhada do edema intercelular ou esponjose.
VASCULITE:
é quando observamos inflamação dos vasos. É
classificada em dois tipos do ponto de vista microscópico: V. Neutrofílica e
V. Linfocitária. A v. neutrofílica é quando predomina os neutrófilos próximo
ao vaso sanguíneo. A v. linfocitária é quando há predominância dos linfócitos,
a v. neutrofílica é principalmente nos casos de septicemia, onde os vasos dérmicos
se apresentam com um grande fluxo de céls da linhagem neutrofílica.